Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

Prefeitura lança campanha para denúncias de macacos mortos

19/04/2017 10:03:00  » Autor: Fotos: Nelson Duarte


A Prefeitura do Rio lança, nesta quarta-feira (19/04), a campanha "Macaco no seu galho não oferece risco. Caído, sim", que alerta os cariocas sobre a importância de não tocar em primatas encontrados mortos e acionar, imediatamente, os técnicos da área de zoonoses da Vigilância Sanitária, para recolhê-los e evitar a contaminação de doenças virais que pode acontecer mesmo com o animal sem vida.

 

A campanha inclui a distribuição de panfletos com dicas e orientações à população que mora e frequenta áreas com concentração desses animais, cartazes e placas que orientam a não matar os animais e nem tocá-los, para serem afixados em parques e trilhas da cidade, além de informativo com orientações para profissionais que trabalham nesses locais.

 

Para celebrar o lançamento da campanha, técnicos do órgão estiveram, na manhã de hoje, junto à entrada principal do Jardim Botânico, onde distribuem esse material. Além disso, médicos veterinários orientaram visitantes e moradores do entorno sobre o comportamento dos primatas e a importância de não agredi-los.

 

Desde o início do ano, técnicos de zoonoses monitoram primatas encontrados mortos no município do Rio de Janeiro e ainda não encontraram ameaças à saúde da população. No entanto, o órgão alerta a quem encontrar para que acione a Central de Atendimento da Prefeitura (1746) e solicite o recolhimento de macacos e saguis por um dos técnicos, para que seja realizada a coleta adequada do material, de modo a não comprometer a realização do exame. É muito importante NÃO tocar no animal morto ou caído.

 

Primatas frequentemente morrem por causas diversas, como traumas, doenças infecciosas e parasitárias. Mas a febre amarela é hoje o grande desafio para a saúde pública. As ações do órgão, que têm como objetivo detectar precocemente a circulação viral enquanto apenas animais silvestres são acometidos, previnem que chegue aos seres humanos.

 

Apesar da febre amarela ser transmitida por mosquitos e não por macacos, o monitoramento facilita a detecção precoce da presença do vírus, evita a disseminação da doença e facilita a elaboração de medidas de controle e prevenção, como a vacinação e o combate ao vetor.

 

O órgão informa, portanto, que não há motivos para pânico, pois está realizando um trabalho preventivo e todas as amostras analisadas neste ano não apresentaram indícios de contaminação pela doença.


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