Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira implementa novas diretrizes de cuidado com o acervo
Neste momento de pandemia, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) — mesmo com o espaço fechado — trabalhou para cuidar do acervo. Nos últimos meses, foram executados protocolos de identificação e diagnóstico da situação de conservação de acervo, definição de recomendações para gestão e preservação, catalogação, elaboração de diretrizes técnicas sobre a gestão de coleções e organização e planejamento de ambiente adequado para manuseio de acervos dentro do espaço.
A ação é uma parceria com a UNESCO e faz parte do Projeto de Gestão Compartilhada do Sítio Arqueológico do Cais Do Valongo e para concepção de Museu de Território, que prevê, ainda, o desenvolvimento do Plano Museológico para a instituição com o objetivo de consolidar toda a estrutura museal do MUHCAB e a preservação da memória da Pequena África carioca.
Até o momento, cerca de 90 objetos museológicos foram analisados e catalogados no processo de documentação museológica do acervo. Entre eles, cerca de 20 esculturas da artista Carmen Barros, uma tela do pintor Heitor dos Prazeres e três quadros de autoria de Nelson Sargento. A coleção conta também com um acervo de mais de 1.500 registros fotográficos da cena teatral carioca dos anos 1960 e 1970 e de artistas, como Grande Otelo, assim como três bandeiras pertencentes ao prédio desde sua primeira ocupação como Escola José Bonifácio e uma carta de alforria original de 1884.
Como Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, o MUHCAB tem como principal objeto de articulação os Lugares de Memória, localizados na região da Zona Portuária e Pequena África, entre eles, o Cais do Valongo e o próprio prédio-sede do museu. Os Lugares de Memória são acervo territorial do Museu e mostram, através do contexto histórico, a relação da Pequena África com a formação da cidade e as heranças culturais desde a chegada dos negros ao Brasil até os dias atuais.


